História e Luta de classes











A partir do pensamento do filósofo marxista italiano Antonio Gramsci, o conceito de práxis adquire uma conotação diferenciada: práxis passa a ser entendida como história, como o fazer-se da própria história, processo que se dá com a interferência do gênero humano nas condições ambientais, para consecução dos seus propósitos e necessidades.


Na perspectiva de Gramsci, a práxis permanece como uma atividade humana racional, mas o filósofo introduz um elemento novo na relação que medeia a ação do homem em sua atividade transformadora das condições ambientais: a luta de classes.


Desse modo, o gênero humano não é mais concebido como o agente unitário que intervém nas condições ambientais de maneira harmônica. A intervenção na natureza e na sociedade ocorre de modo conflituoso - e o conflito se dá entre as classes sociais.



O conflito de classes é inerente às relações de produção características da sociedade capitalista - que emergiu, com a ascensão da burguesia, à condição de classe dominante. O conflito de classe, por sua vez, engendra um modo específico de intervenção do homem nas condições ambientais, de maneira que a classe dominante (a burguesia) conseguiu impor um tipo de organização social (ou seja, um modo de produção) que serve aos seus interesses.


A sociedade burguesa, portanto, produziu um rearranjo das forças e das relações produtivas - e esse rearranjo se manifesta num modo específico de transformação e utilização do meio ambiente.


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